Em declarações à agência Lusa, a ex-ministra e antiga candidata presidencial Maria de Belém Roseira explicou que “este jantar de amigos e familiares” foi “uma iniciativa espontânea” de um conjunto de pessoas que quiserem celebrar Manuel Alegre “em nome da amizade e da cidadania”.
Sem querer antecipar nomes de participantes, mas referindo que rapidamente ficou com lotação esgotada este jantar que juntará mais de 100 pessoas num hotel em Lisboa esta terça-feira, Maria de Belém adiantou que muitos destes são de diferentes quadrantes políticos, e não apenas do PS, de distintas áreas da sociedade e de vários pontos do país.
“É mesmo uma coisa muito intimista, mas quem tem uma vida muito longa acaba por ter também relações alargadas e portanto é bonito que haja tanta gente que queira estar neste jantar de comemoração de uma idade muito bonita”, referiu.
Preferindo não usar a expressão jantar de homenagem, mas sim um convívio de amigos e família, a antiga ministra recordou “a vida cultural muito intensa” de Alegre, assim como a “sua carreira como estudante, como resistente, como político, como candidato em várias eleições”.
“É uma vida que vale a pena ser homenageada, não é? Porque foi uma vida muito rica, uma vida muito variada, multifacetada e que aconteceu numa época histórica do país também muito cheia de significado para muita gente”, elogiou.
Para as pessoas que viveram o tempo da ditadura, segundo Maria de Belém, o presidente honorário do PS “acabou por ser uma voz que encheu de esperança, que ajudou a resistir, que ajudou a pensar que teria um fim aquele período negro” que Portugal vivia.
“Esta comemoração não retira nenhuma outra, não é? Portanto esta é um hino à amizade, à admiração, à cidadania e à pessoa que o Manuel Alegre é”, respondeu quando questionada se gostaria de ver outro tipo de homenagens por outras instituições.
A antiga ministra enfatizou que “no dia do aniversário é uma festa de anos de amigos, de vários quadrantes políticos porque as pessoas não estão ali pela política”.
“Estão ali pela pessoa que o Manuel Alegre é: multifacetada e com uma vida longa que acabou por ser extraordinariamente rica do ponto de vista cultural, do ponto de vista da cidadania, do ponto de vista da intervenção política, e portanto isso é algo que deve ser celebrado nesse sentido”, disse.
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