Apenas um ano após as últimas eleições legislativas, a 18 de maio de 2025, os portugueses parecem já ter mudado de ideias quanto ao Governo da Aliança Democrática e, se as eleições fossem agora, o Partido Socialista (PS) venceria com mais de 33%.
De acordo com o barómetro da Aximage para o Diário de Notícias de maio, os socialistas ganharam uma margem de praticamente dez pontos na liderança face às últimas eleições, reunindo 33,4% das intenções de voto dos inquiridos.
Nesta nova sondagem, a AD cai mesmo para o terceiro lugar, com 23,2%, embora em empate técnico com o Chega, que obteve 23,5% das intenções de voto. A liderança de José Luís Carneiro ultrapassa inclusive a margem de erro (4,4%).
Recorde-se que, nas eleições legislativas de há um ano, o PS obteve, sob a liderança de Pedro Nuno Santos, um dos piores da história do partido (22,8%) – o que atirou o PS para terceira força política e o fez perder 20 deputados.
Esta vantagem do PS parece ser feita à custa de votos da AD, tendo em conta os 31,8% obtivos por Luís Montenegro em maio de 2025.
O Chega, por seu lado, parece manter o seu eleitorado fiel, já que o barómetro lhe dá uma ligeira subida de sete décimas face aos resultados obtidos pelo partido de André Ventura em maio passado (22,8%).
Olhando para o contexto em que surgem estes resultados, o Governo de Montenegro tem estado sob forte escrutínio, já que, nas últimas semanas, viu falhar as negociações da reforma laboral em sede de Concertação Social, por exemplo. De notar, também, marcação de uma nova greve geral para o próximo dia 3 de junho.
Também a lei da nacionalidade gerou grande divisão social e política. A lei entrou em vigor, recorde-se, esta semana, numa segunda versão após inconstitucionalidades declaradas pelo Tribunal Constitucional, por PSD, Chega, IL, e CDS-PP, com votos contra de PS, Livre, PCP, BE e PAN e a abstenção do JPP.
O barómetro DN/Aximage mostra ainda que os três principais partidos concentram mais de 80% das intenções de voto dos 505 inquiridos, o que reforça o tripartidarismo instalado com a ascensão do Chega no sistema político português.
Por fim, a Iniciativa Liberal surge nesta sondagem com 6,3% das intenções de voto, seguida do Livre com 4,7%, enquanto os restantes partidos permanecem abaixo dos 3%.
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