Eurico Brilhante Dias discursava na abertura do fórum “Plano de Emergência e Transformação da Saúde (PETS): Dois Anos de Anúncios por Cumprir”, promovido hoje pelo grupo parlamentar do PS na Assembleia da República, e que será encerrado pelo secretário-geral do PS, José Luís Carneiro.
“Como um partido de oposição que é um partido de alternativa, esta crítica não é suficiente, porque os portugueses não vivem da crítica que fazemos às opções do Governo, e muito menos vivem dos resultados que este Governo apresenta. Vivem de propostas concretas que resolvam os seus problemas, e a nossa obrigação como partido político, que já foi Governo e que quer voltar a ser Governo para ajudar a resolver os problemas dos portugueses, é encontrar as propostas que resolvem problemas”, defendeu.
Assim, segundo o líder parlamentar do PS, este fórum serve como avaliação do Plano de Emergência e Transformação da Saúde, mas ao mesmo tempo “para dar o pontapé de saída em propostas”.
“Esta avaliação coletiva, que procuramos fazer a partir do grupo parlamentar do PS, mas com todos os nossos convidados, é também uma avaliação que deve ser conduzida no propósito de construir propostas alternativas, propostas que respondam às necessidades dos portugueses, neste que é um pilar fundamental do Estado Social português, mas que é também um pilar fundamental da democracia portuguesa”, explicou.
Eurico Brilhante Dias lamentou a “degradação do Serviço Nacional de Saúde” que é, desde logo, “uma má notícia para a saúde dos portugueses, mas é também uma má notícia para a qualidade da democracia portuguesa”.
“É por isso que, ao fim de dois anos, é preciso fazer a ligação, essa forte ligação necessária em política e em democracia entre promessas e cumprimento das promessas e, ao fim de dois anos, os resultados são manifestamente insatisfatórios”, criticou.
O líder parlamentar do PS recordou que os socialistas, mais do que uma vez, questionaram a própria continuidade da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no cargo.
“Esse questionamento não tem a ver com uma apreciação pessoal e individual da senhora ministra, nem temos a expectativa de que a substituição de um titular do Ministério da Saúde resolva, por milagre, como se fosse uma bala de prata, todos os problemas da saúde em Portugal”, explicou.
Trata-se, segundo Eurico Brilhante Dias, de fazer uma avaliação se “um titular de um cargo político ajuda a resolver problemas” ou se, “infelizmente, esgotou essa capacidade de mudar positivamente o sistema”.
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