Em comunicado, o partido liderado por André Ventura diz ter na sua posse “elementos documentais que demonstram a tentativa da adjunta do ministro da Administração Interna – e com o seu conhecimento – de alterar/condicionar o relatório que iria ser tornado público sobre o SIRESP”.
O partido pede ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, para “prestar todos os esclarecimentos suscitados publicamente e a retirar consequências, caso se confirme, relativamente ao comportamento da sua Adjunta no Ministério da Administração Interna”.
Esta acusação já tinha sido lançada pelo presidente do Chega em entrevista ao canal Now, na segunda-feira à noite.
O Chega refere também que o pedido de demissão do secretário-geral adjunto do Ministério da Administração Interna (MAI), António Pombeiro, aconteceu “depois de terem sido denunciadas ao MAI irregularidades e suspeitas graves na gestão do SIRESP, e não antes, conforme tentou fazer crer o MAI na sua narrativa”.
“É importante que o esclarecimento desta nomeação e destes factos seja feito publicamente e o mais depressa possível, para evitar sobressaltos e dúvidas quanto à integridade na gestão de um dossier tão importante para o país”, defende o partido.
O secretário-geral adjunto do MAI demissionário, António Pombeiro, contradiz a versão do ministro sobre o seu primeiro pedido de demissão, justificado já então com irregularidades na SIRESP na gestão de Viegas Nunes.
Num esclarecimento na segunda-feira sobre a demissão de António Pombeiro e a nomeação do major-general Paulo Viegas Nunes para o conselho de administração da SIRESP S.A, o gabinete de Luís Neves referia que o secretário-geral adjunto do MAI pediu pela primeira vez a exoneração a 28 de abril, antes de ser conhecida a escolha de Viegas Nunes, tendo na altura “invocado motivos diferentes dos que estão agora em causa”.
Uma troca de emails, a que a Lusa teve acesso, entre António Pombeiro e elementos do gabinete do ministro da Administração Interna, desmentem esta versão do ministro da Administração Interna.
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