“Isso é uma história inventada que os media querem espalhar (…). As nossas reservas são excelentes e estão a ficar cada vez maiores”, afirmou Pete Hegseth durante uma entrevista à estação televisiva norte-americana CBS News.
Hegseth acrescentou que os Estados Unidos são os maiores fabricantes de armamento do mundo e admitiu que a Administração norte-americana está disposta a cooperar conjuntamente com outros países, “sempre que possível”, no sentido de aumentar a produção de material bélico.
Em maio, o senador democrata Marc Kelly afirmou que um inventário de mísseis Tomahawk, mísseis Patriot e outros componentes importantes do arsenal norte-americano revelou um “colapso preocupante”.
Em meados desse mês, o Ministério da Defesa (Pentágono) estimou o custo da guerra contra o Irão em cerca de 29 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros), um valor contestado pela oposição norte-americana.
A senadora democrata Patty Murray acusou a Administração do Presidente Donald Trump de não contabilizar os danos nas instalações norte-americanas durante a guerra, citando relatos de que o Irão tinha atingido pelo menos 228 estruturas ou equipamentos em bases militares.
No final de abril, o próprio Peter Hegseth estimou que poderia demorar “meses e anos” para reabastecer o arsenal norte-americano.
Num episódio anterior do mesmo programa, o senador democrata Marc Kelly reiterou as preocupações.
“Quando se ataca mais de dez mil alvos (…) com mísseis de cruzeiro, mísseis balísticos e bombas (…), utiliza-se uma enorme quantidade de munições e nós não temos reservas ilimitadas”, acusou Kelly.
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