Em conferência de imprensa, na sede nacional do partido, em Lisboa, Ventura fez referência ao discurso do presidente do PSD, Luís Montenegro, no encerramento da Universidade de Verão social-democrata, em Castelo de Vide, no qual o também primeiro-ministro lamentou as perturbações que a correção digital introduziu no processo dos exames nacionais, mas defendeu que “foi o caminho correto”.
“Um discurso de 40 minutos no qual foi incapaz de assumir a sua própria responsabilidade em matéria de educação, e em matéria das fragilidades e do caos nos exames, e no processo de colocação dos alunos que teve lugar nos últimos meses”, criticou.
O presidente do Chega destacou “três momentos” neste processo que “não mereceram uma palavra do primeiro-ministro”: o adiamento da fixação das pautas, o adiamento da segunda fase das provas e o prolongamento dos prazos de classificação.
“É, portanto, um governo em realidade paralela”, acusou o líder do Chega, que afirmou ainda que tudo o que o primeiro-ministro anunciou em Castelo de Vide em matéria de educação “já tinha sido anunciado”, nomeadamente a criação da Universidade de Bragança e Norte Interior e um novo regime de autonomia das escolas.
Ventura considerou ainda que o executivo “é incapaz de fazer autocrítica em matéria de educação”.
“Mas não deixa de ser curioso que o primeiro-ministro opte por escolher esse tema exclusivamente, com um anúncio de uma universidade que já foi anunciada três vezes, e de uma autonomia já referenciada quatro vezes, como um discurso, digamos, de reinício da atividade política em Portugal”, afirmou.
Na sua intervenção, em Castelo de Vide, o primeiro-ministro não fez qualquer referência à ameaça da moção de censura do Chega ao Governo, tema sobre o qual o partido tomará uma decisão final na terça-feira.
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