Em julho de 2024, o governo do presidente deposto Nicolás Maduro, capturado a 03 de janeiro pelos Estados Unidos, tinha ordenado a saída do pessoal diplomático do Chile e de outros seis países que exigiram uma “revisão completa dos resultados” das eleições que deram a vitória ao ex-chefe de Estado venezuelano, apesar dos protestos da oposição.
“Chegámos a este grande acordo que nos permite avançar passo a passo rumo à normalização das relações (…). A partir de hoje, Chile e Venezuela iniciam uma nova etapa”, declarou o presidente chileno, de extrema-direita, José Antonio Kast no palácio presidencial.
Este acordo “vai permitir-nos progressos face aos enormes desafios que temos como países de um mesmo continente. Desafios que dizem respeito à segurança, às migrações e ao desenvolvimento económico”, acrescentou.
A rutura das relações entre os dois países constituiu um obstáculo à política migratória de Kast, que procura expulsar a maioria dos 330.000 sem-abrigo residentes no Chile, dos quais a maioria são venezuelanos.
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