A resolução parlamentar sobre a demissão da primeira-ministra recebeu o voto favorável de 258 dos 450 deputados, noticiou a agência ucraniana Ukrinform.
A demissão da primeira-ministra ocorre numa altura em que Zelensky ainda não designou um sucessor de Svyrydenko.
Citando fontes que não identificou, a Ukrinform disse que a votação parlamentar para a nomeação de um novo Governo deverá realizar-se na quinta-feira.
Até à nomeação de um novo primeiro-ministro, a chefia do executivo será exercida interinamente pelo primeiro vice-primeiro-ministro e ex-primeiro-ministro Denys Shmyhal.
A remodelação foi anunciada no domingo por Zelensky no âmbito de “uma nova estratégia política”, sem mais detalhes, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
“Obrigada a todos pelo vosso apoio. Foi uma honra trabalhar pela Ucrânia”, reagiu Svyrydenko nas redes sociais, numa mensagem acompanhada por uma fotografia sua no parlamento, a formar um coração com as mãos.
Yulia Anatoliivna Svyrydenko, 40 anos, era primeira-ministra da Ucrânia desde 17 de julho de 2025.
“Numa situação em que o inimigo [a Rússia] se esforça tanto para destruir a vida em todo o lado, desde pequenas aldeias a grandes cidades, garantir uma vida digna para os ucranianos não é uma tarefa fácil”, disse aos deputados.
“Mas acredito que, juntamente convosco, perseverámos e fizemos tudo o que era possível — e muitas vezes o impossível — pelo setor da energia, educação, transportes, saúde e habitação para os deslocados internos”, acrescentou, citada pela Ukrinform.
Svyrydenko destacou nomeadamente a gestão da crise energética durante o inverno passado, apesar dos danos causados às infraestruturas pelos bombardeamentos russos, e os progressos registados em matéria de crescimento económico.
No domingo, Zelensky disse estar grato à primeira-ministra e que lhe propôs “assumir a liderança de uma nova área importante das relações com um parceiro-chave”, sem especificar qual nem revelar a identidade do eventual sucessor.
Denys Chmygal é um dos candidatos referidos pelos meios de comunicação ucranianos, bem como o ministro da Transformação Digital, Mikhailo Fedorov, o presidente da câmara de Kharkiv, Igor Terekhov, e o diretor-geral do grupo público Naftogaz, Serguii Koretsky.
A Ucrânia enfrenta uma invasão russa desde fevereiro de 2022, e tem parte do território ocupado por tropas de Moscovo.
A Rússia já tinha ocupado a península ucraniana da Crimeia em 2014.
A guerra russa contra a Ucrânia, com um balanço de baixas civis e militares por determinar, é considerada como o conflito mais grave na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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