“A oposição exerce-se na rua e com resistência e com paz (…) mas deve ser contundente. Como se revoga o decreto do trabalho por horas que acaba com a reforma laboral que criou estabilidade? (…) Pois com uma greve geral permanente de milhões e milhões de trabalhadores da Colômbia, não é só a gritar nem a levantar bandeiras”, afirmou Petro durante o seu último discurso público no sul de Bogotá.
Abelardo de la Espriella, o presidente eleito da Colômbia, de extrema-direita, tomará posse a 07 de agosto.
O Chefe de Estado cessante afirmou que a mobilização social deve ser o principal mecanismo de oposição ao novo Governo e encorajou sindicatos, organizações campesinas, indígenas e populares a defender nas ruas, de forma pacífica, as reformas aprovadas durante os seus quatro anos de mandato.
Petro alertou que uma eventual revogação da reforma laboral, aprovada em junho do ano passado, significaria, a seu ver, um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e pediu também que se responda com protestos caso o próximo Governo modifique as políticas de acesso à terra promovidas pelo seu Governo.
“Não é com uma greve na produção, que é permitida na Constituição, mas se forem derrubar as estabilidades, as condições laborais conquistadas neste governo, haverá greve geral e indefinida na Colômbia. Se vão arrasar com violência a reforma agrária, sobre os camponeses e vão roubar os 600.000 hectares que ainda restam, haverá paralisação agrária nacional”, acrescentou.
No seu discurso, pronunciado hoje por ocasião do Dia da Independência da Colômbia, Petro realçou: “Não podemos deixar que tirem as conquistas do povo”, e referiu que continuará a participar na vida política do seu país, na oposição, desde que entregar o poder no próximo dia 07 de agosto.
O presidente eleito, Abelardo de la Espriella, cuja eleição Petro não reconhece por considerar que houve fraude, anunciou que irá rever várias das principais reformas promovidas pelo atual Governo, entre elas a laboral, por considerar que afetam a criação de emprego e a competitividade do país.
Este foi o último discurso de Petro perante o povo, por ocasião do Dia da Independência, que se celebra neste 20 de julho, mas ainda hoje voltará a falar na sede do Congresso, onde inaugurará o novo período legislativo com os senadores e deputados eleitos no passado 08 de março.
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