O ex-ministro adjunto de Pedro Passos Coelho, Miguel Poiares Maduro, crê que o antigo primeiro-ministro não pretende regressar ao poder, uma vez que, se o quisesse não ia proferir as declarações que tem proferido.
No programa Conversa de Eleição, da Renascença, Poiares Maduro defende que se Passos Coelho “pretendesse e tivesse uma estratégia realmente de regresso ao poder, não se coadunaria bem com este tipo de intervenções, até porque muitas vezes elas não lhe trazem grande popularidade dentro do seu próprio partido do qual ele dependerá para regressar ao poder”.
Assim, considera que Passos Coelho “compreende que, provavelmente, o seu tempo político já passou”.
Sobre a última intervenção do antigo chefe de governo social-democrata, Poiares Maduro diz não ter “competência” para concluir a quem se referia quando falou em “políticos postiços” e “prostitutos sem carácter”.
Apesar de reconhecer que as palavras são “fortes” e até “poderão ser entendidas como fortes demais”, o social-democrata acredita, com base no tempo que já privou com Passos Coelho, que as mesmas deveriam estar relacionadas com o livro que estava a apresentar.
Já sobre como deve reagir Luís Montenegro às críticas do antigo primeiro-ministro, Poiares Maduro entende que deve “colocar-se acima” de todas as intervenções porque ao liderar o Governo tem uma vantagem sobre todos os políticos: “ser bem sucedido e continuar a conquistar os cidadãos”.
Por sua vez, o socialista Fernando Medina acredita que Pedro Passos Coelho é um dos “atores mais incisivos na crítica à governação” e considera que as suas posições estão resultam do seu “inconformismo”.
O ex-ministro das Finanças entende que o antigo líder do PSD tem identificado “bem o problema e o momento”, mas tem uma “resposta insuficiente”, uma vez que não apresenta alternativas.
Para o socialista, o antigo primeiro-ministro “ficará sempre fragilizado se assentar a afirmação exclusivamente na crítica”.

“Postiços” e “prostitutos”. Passos deu recados (com Ventura de camarote)
Pedro Passos Coelho aproveitou a ocasião da apresentação de um livro para deixar recados aos políticos e especialmente ao Governo, sem nunca referir nomes, no entanto. A intervenção do ex-líder do PSD teve André Ventura, presidente do Chega, como espetador de primeira fila.
Notícias ao Minuto | 08:16 – 27/05/2026



