Em comunicado publicado na véspera de ser assinalado o 25º. Aniversário do 11 de Setembro, o presidente da Assembleia Parlamentar da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), o espanhol Pere Joan Pons, e o presidente do Comité ‘ad hoc’ da Assembleia Parlamentar para o Combate ao Terrorismo, o turco Kamil Aydin, lembraram a união que resultou da tragédia.
“Os países uniram-se, reforçaram a cooperação além-fronteiras e entre instituições e demonstraram uma determinação partilhada para combater o terrorismo e proteger os seus cidadãos”, afirmaram, sublinhando que esse espírito de cooperação internacional continua a ser um dos legados mais importantes do 11 de Setembro.
“Temos de garantir que o nosso sentido de propósito comum não se perde”, defendeu Pere Joan Pons, reconhecendo que as divisões políticas podem dificultar a cooperação internacional.
“O terrorismo não faz distinção entre fronteiras, nacionalidades ou diferenças políticas”, pelo que “a segurança coletiva depende da capacidade de trabalharmos em conjunto, mesmo quando discordamos noutras questões”, referiu.
Segundo os dois responsáveis, a ameaça terrorista não desapareceu nos 25 anos que se seguiram aos atentados, tendo antes evoluído.
Os grupos extremistas violentos continuam a adaptar-se, enquanto as novas tecnologias e plataformas online criaram novas vias para a disseminação de narrativas extremistas, recrutamento e radicalização, afirmaram, adiantando que “a crescente radicalização dos jovens para a violência é particularmente preocupante”.
Esta transformação “exige uma vigilância constante e uma atenção renovada à prevenção. Devemos ser capazes de reconhecer os sinais de alerta da radicalização, reforçar a resiliência e garantir que os jovens têm o conhecimento e a confiança necessários para combater o ódio e as narrativas extremistas”, apontou Kamyl Aydin.
“Isto exige cooperação não só entre os governos e as instituições de segurança, mas também com as escolas, os educadores, as famílias, a sociedade civil e, sobretudo, os próprios jovens”, disse.
Segundo o presidente do comité ‘ad hoc’ para o combate ao terrorismo, são louváveis iniciativas como o programa “Diálogos Escolares” da Assembleia Parlamentar da OSCE, que criam espaços onde os jovens podem discutir abertamente os seus desafios, incluindo o extremismo online, a desinformação e as novas tecnologias.
Aydin destacou ainda o importante papel que os legisladores desempenham no combate às causas subjacentes do terrorismo e do extremismo violento.
Os ataques do 11 de Setembro provocaram 2.977 mortos, incluindo nove vítimas portuguesas e lusodescendentes, e constituíram o mais mortífero atentado terrorista cometido em território norte-americano.
Os ataques foram conduzidos pelo grupo terrorista Al-Qaida.
Dois aviões sequestrados atingiram as Torres Gémeas do World Trade Center, em Nova Iorque, provocando o colapso dos edifícios duas horas após o impacto, enquanto um terceiro aparelho atingiu o Pentágono (sede do Departamento de Defesa) nos arredores de Washington.
Um quarto avião, que se acredita que tinha como alvo o Capitólio (sede do Congresso) ou a Casa Branca (presidência dos Estados Unidos), despenhou-se perto de Shanksville, na Pensilvânia, depois de passageiros e membros da tripulação terem tentado recuperar o controlo da aeronave.
Os atentados desencadearam profundas alterações na política externa e de segurança dos Estados Unidos mas também a nível mundial, incluindo o lançamento da chamada “guerra contra o terrorismo” e a intervenção militar no Afeganistão.
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