Serão revelados esta quarta-feira, os resultados de uma autópsia no caso de Nolan Wells, o jovem de 18 anos que morreu no âmbito de uma viagem de celebração no 4 de Julho, Dia da Independência dos EUA. O caso tem estado envolvido em algumas dúvidas, dado que o grupo disse que o jovem quis ficar no local onde celebraram, uma ilha. As autoridades investigam “contradições flagrantes” e a família diz que algo “não bate certo”.
Segundo o que é explicado pela Associated Press (AP), esta autópsia é já uma segunda solicitada. Isto porque, detalha a AP, uma primeira autópsia foi realizada pelo gabinete legista pertencente ao estado do Mississípi, onde todos os jovens vivem – não tendo ainda os resultados sido divulgados.
A segunda autópsia, independente, foi solicitada pela família e pelo advogado Ben Crump – e paga pelo antigo jogador da NFL e ativista dos direitos civis Colin Kaepernick. Seguno o advogado, este exame vai determinar se Nolan Wells “sofreu alguns ferimentos físicos no corpo além do afogamento”.
Para além das contradições referidas pela equipa de advogados, há também suspeitas e especulações sobre se a questão racial está relacionada com a morte do jovem, que foi encontrado dois dias depois de ter sido dado como desaparecido. Esta possibilidade levou então a que personalidades ajudassem na procura sobre o que aconteceu.
Para além de Colin Kaepernick, como já referido acima, o ator Tyler Perry, antigo jogador de futebol americano Terrell Owens e o ativista Sharpton estão a oferecer uma recompensa de 125 mil dólares (cerca de 110 mil euros).
“Contradições”, as autoridades e a família.
Wells foi encontrado nas águas perto da ilha de Horn, no Mississípi, a 6 de julho. As buscas começaram ainda no 4 de Julho, dia em que os amigos regressaram a casa, com o telemóvel de Wells… mas sem o jovem.
À polícia disseram que ele tinha ficado com uma outra jovem que estava na mesma ilha – e que não pertencia ao grupo. Ouvida pelas autoridades, a jovem em questão disse que Wells queria voltar para casa com os amigos.
“Não acredito que ele tenha decidido ficar por ele. Não bate certo com a personalidade dele”, disse o pai, Elmore Wonsley, à CBS News.
“Há tantas contradições flagrantes. E é por isso que tanta gente em todos os Estados Unidos está a manifestar-se, dizendo que o caso não está encerrado”, referiu também o advogado, já na semana passada.
Também a revista People escreveu que Todd Terrell, presidente da United Cajun Navy, uma organização sem fins lucrativos, explicou que o corpo do jovem foi encontrado na água “com a cara” para baixo e também “totalmente vestido”.
Terrell, que ajudou nas buscas, apontou ainda que a área também é assolada por uma perigosa corrente do tipo “máquina de lavar”, que “fica à roda sem parar” no local. Outras partes da Costa do Golfo enfrentam riscos semelhantes, explicou ele, reforçando que são “áreas más”.
O estado norte-americano do Mississípi tem um logo histórico de racismo e até de recentes casos judiciais que envolvem discriminação muito violanta.
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