Um responsável desta estrutura, criada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, precisou à agência de notícias France-Presse (AFP), sob anonimato, que o contingente marroquino chegou em 18 de junho ao quartel-general da Força Internacional de Estabilização (FIE), no sul de Israel.
Espera-se o contingente contribua para a estrutura geral da força e forneça conhecimentos especializados em áreas como o policiamento, acrescentou o responsável à AFP, mencionando a chegada de quatro oficiais marroquinos, mas sem especificar a presença de mais pessoal.
Marrocos comprometeu-se em fevereiro a enviar polícias e militares para a Faixa de Gaza.
Em meados de janeiro, os Estados Unidos, país mediador no conflito entre Israel e o grupo islamita palestiniano Hamas, anunciou a transição para a segunda fase do plano de Washington para executar um acordo de paz definitivo, depois de as partes terem aceitado um cessar-fogo.
Os contactos negociais não produziram no entanto qualquer resultado desde então, ao mesmo tempo que prosseguiram ataques israelitas no enclave palestiniano e acusações mútuas de violação do cessar-fogo desde a entrada em vigor, em outubro do ano passado.
Pelo menos 1.027 palestinianos foram mortos na Faixa de Gaza desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde do território, controlado pelo Hamas e cujos dados são considerados fiáveis pela ONU.
O exército israelita confirmou, pelo seu lado, a morte de cinco soldados no enclave palestiniano.
O plano da Casa Branca, endossado pelo Conselho de Segurança da ONU, inclui a retirada gradual de Israel da Faixa de Gaza, o desarmamento do Hamas e o envio de uma força internacional de estabilização, alvo de anúncios e discussões, mas que nunca se concretizou.
No final de fevereiro, o Hamas declarou estar aberto à presença de uma força internacional na Faixa de Gaza, mas sem interferência nos assuntos internos do território que controla desde 2007.
Israel afirma agora que pretende controlar pelo menos 70% da Faixa de Gaza, em comparação com pouco mais de metade após a retirada no primeiro dia da trégua.
A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
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