Este comboio de ajuda humanitária transportava “alimentos essenciais e mantimentos”, disse à AFP a porta-voz do Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) no Afeganistão, Olga Cherevko.
Já o coordenador residente da ONU no Paquistão, Mohamed Yahya, adiantou que “724 camiões com carga humanitária atravessaram a fronteira para o Afeganistão, chegando às famílias mais necessitadas”, agradecendo a Islamabade e “a todos os que ajudaram a manter a linha de ajuda humanitária aberta”.
A subnutrição infantil aguda atingiu níveis críticos no Afeganistão este ano, alertou o Programa Alimentar Mundial (PAM) no início de agosto.
Após sismos devastadores no ano passado, vários desastres climáticos este ano e o regresso de milhões de afegãos do Irão e do Paquistão desde 2023, quase 14 milhões de afegãos enfrentam fome aguda, num país com mais de 45 milhões de pessoas, segundo a mesma fonte.
O conflito com o Paquistão, que resultou no encerramento quase total da fronteira terrestre entre os dois países desde outubro de 2025, interrompeu gravemente as rotas logísticas para a entrega de ajuda humanitária, explicou em maio à AFP o diretor Executivo Adjunto do PAM, Carl Skau.
No início deste ano, por exemplo, os biscoitos fortificados destinados a crianças afegãs em idade escolar, que deveriam chegar do Paquistão, tiveram de ser redirecionados via Irão, antes de a guerra naquele país também interromper esta rota.
Chegaram finalmente ao Afeganistão meses depois, após uma viagem por terra e por mar que incluiu paragens na Jordânia, Turquia e Azerbaijão.
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