As pessoas, que viajavam em duas embarcações vindas de Banjul, na Gâmbia, encontravam-se em estado de choque após terem ficado sem alimentos e enfrentado problemas de combustível e de navegação, revelou a guarda costeira, em comunicado.
Os sobreviventes foram localizados hoje ao largo de Nouakchott, a capital mauritana, depois de passarem cerca de uma semana no mar, segundo a mesma fonte.
Entre as pessoas resgatadas estão 132 senegaleses, 120 gambianos, quatro guineenses e alguns outros cidadãos da África Ocidental, segundo a guarda costeira.
Além das 17 crianças, havia 61 mulheres a bordo das embarcações.
Milhares de pessoas — na sua maioria jovens — tentam a perigosa travessia do Atlântico em embarcações superlotadas e, muitas vezes, precárias, para chegar à Europa passando pelas ilhas Canárias (Espanha).
Muitos fogem da pobreza e empreendem a viagem de forma clandestina, uma vez que os países europeus restringiram consideravelmente a emissão de vistos e reforçaram o controlo das fronteiras.
Dados da Organização Internacional para as Migrações divulgados no mês passado indicavam que 2026 está a registar um pico de mortes de migrantes a nível mundial, com o número de vítimas mortais no Mediterrâneo a subir 111% para 821.
Em julho, perto de 150 pessoas morreram ao largo da Mauritânia quando tentavam a travessia em direção à Europa. Entre os 38 sobreviventes estavam duas crianças que perderam a totalidade das famílias, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

Resgatados 161 migrantes a bordo de embarcação precária ao largo da Mauritânia
Pelo menos 161 migrantes, incluindo 17 crianças, a bordo de uma embarcação precária foram resgatados pela Guarda Costeira da Mauritânia na terça-feira, anunciaram hoje as autoridades de Nouakchott.
Lusa | 10:39 – 27/08/2026



