Braun, conhecido pelas declarações antissemitas, é o presidente da Confederação da Coroa Polaca (KKP), um dos dois partidos de extrema-direita daquele país, juntamente com o partido Confederação, de nome quase idêntico, representados no Sejm, a câmara baixa do parlamento polaco.
A revogação da imunidade parlamentar de Grzegorz Braun foi pedida ao Parlamento Europeu (PE) em fevereiro passado pela procuradoria-geral da Polónia, que o acusa de ter negado, durante uma emissão de rádio em 2025, o Holocausto e a existência de câmaras de gás no campo de concentração nazi de Auschwitz-Birkenau.
De acordo com a lei polaca, a negação pública de crimes nazis, bem como de crimes comunistas ou outros crimes contra a paz, a humanidade ou crimes de guerra, é punível com até três anos de prisão.
A votação do PE não implica qualquer julgamento do eurodeputado, mas permite que as autoridades judiciais polacas continuem a investigação ou iniciem processos judiciais.
Esta não é a primeira vez que os eurodeputados revogam a imunidade parlamentar a Grzegorz Braun, que já foi objeto de várias decisões semelhantes, nomeadamente, por apagar velas da festa judaica Hanukkah no parlamento polaco com um extintor, por destruir uma exposição dedicada à comunidade LGBT+ e por outros casos envolvendo símbolos ucranianos e europeus.
A pouco mais de um ano das eleições legislativas na Polónia, o KKP é creditado com cerca de 8% dos votos, enquanto a Confederação deverá receber mais de 13%.
Se estes resultados se traduzirem em votos reais, os dois partidos poderão desempenhar um papel crucial na formação do próximo Governo polaco.
Leia Também: Eurodeputados apontam Rússia como principal ameaça externa à UE



