A aliança entre a direita e a extrema-direita perdeu por pouco, com uma diferença de 50.000 votos.
“Atualmente, temos cerca de 800 processos registados e outros 9.000 recebidos, mas ainda não registados”, indicou um representante da Comissão Parlamentar de Controlo Eleitoral num e-mail enviado à agência France-Presse (AFP).
O anterior recorde de contestações datava das eleições de 2018, quando foram registados 767 recursos.
As eleições legislativas de 13 de setembro deram aos quatro partidos da oposição, liderados pelos sociais-democratas, uma maioria estreita de três lugares sobre a aliança de direita do primeiro-ministro em fim de mandato, Ulf Kristersson, que inclui os Democratas Suecos, um partido de extrema-direita anti-imigração.
A líder social-democrata Magdalena Andersson foi incumbida pelo presidente do Parlamento de tentar formar um novo governo.
O seu principal desafio será conseguir fazer coexistir, na mesma aliança, os centristas e a esquerda radical, dois grupos com posições muito distantes.
Nos últimos dias, as acusações de fraude eleitoral atraíram a atenção pública depois de um representante relativamente desconhecido do Partido de Esquerda (socialista) sueco, cujo apoio é indispensável para Andersson, ter conseguido um lugar no Parlamento ao obter um número invulgar de votos nominais (votos em candidatos específicos).
Na Suécia vota-se nos partidos, mas os eleitores têm a possibilidade de assinalar uma opção no boletim de voto indicando a pessoa que preferem ver a representar o partido no Parlamento.
Se não for assinalado nenhum nome, os candidatos são escolhidos a partir de uma lista definida pelo partido.
Graças a centenas de votos pessoais, Mohamed Abdukardir Ali, da cidade de Borlänge (região central), conseguiu conquistar o único lugar parlamentar obtido pelo seu partido na região, apesar de ocupar apenas a nona posição na lista de candidatos.
O jornal Aftonbladet noticiou suspeitas de que teriam sido distribuídos boletins de voto com o nome de Ali já assinalado e de que teria sido oferecido dinheiro a eleitores.
A procuradoria da Suécia anunciou hoje que está a conduzir uma investigação ativa sobre uma “influência indevida no voto em Borlänge ligada ao Partido de Esquerda”.
No entanto, o organismo salientou que não foi efetuada qualquer detenção e que, até ao momento, ninguém é formalmente suspeito de ter cometido um crime.
Num comunicado separado, a polícia sueca informou ter recebido 58 queixas de manipulação eleitoral.
A polícia esclareceu ter observado um aumento do número de queixas recebidas após as revelações sobre o caso de Borlänge.

Líder social-democrata foi encarregada de tentar formar Governo na Suécia
A líder social-democrata sueca, Magdalena Andersson, foi hoje encarregada pelo presidente do Parlamento, Andreas Norlén, de tentar formar um Governo, após a vitória da oposição de centro-esquerda nas eleições legislativas de domingo.
Lusa | 16:42 – 18/09/2026



