“Enfatizei que as consequências da agressão russa vão muito para além das fronteiras da Ucrânia. Ao atacar embarcações civis no mar Negro, a Rússia está a minar a liberdade de navegação e a pôr em risco a segurança alimentar global”, destacou Sibiga nas redes sociais, onde relatou a conversa telefónica com o seu homólogo indiano.
O ministro ucraniano enfatizou que a guerra em curso com Moscovo, que vai já no seu quinto ano, “exacerba a instabilidade nos mercados globais de energia, o que tem repercussões para países muito para além da nossa região”.
Além disso, Sibiga reafirmou o compromisso de Kiev com uma “paz abrangente, justa e duradoura”, instando o governo indiano a “desempenhar um papel ativo” nestes esforços.
O diálogo entre os dois ministros acontece depois de as autoridades indianas terem convocado o embaixador ucraniano no país, Alexander Polishchuk, na segunda-feira, para protestar contra a morte de um cidadão indiano num ataque ocorrido dias antes ao navio mercante “Omorfi” no mar Negro.
O ataque ocorreu enquanto este transitava em águas russas no Mar Negro, palco de intensos combates entre a Rússia e a Ucrânia. A Índia confirmou a morte de um dos seus tripulantes na sexta-feira.
Pelo menos cinco marinheiros indianos foram mortos em ataques a navios na região desde abril, segundo dados oficiais indianos.
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