Esta posição foi assumida por Mariana Leitão em declarações aos jornalistas durante uma visita à Portugal Smart Cities Summit, que decorre na FIL, em Lisboa.
Questionada sobre a decisão dos sociais-democratas de não entregar qualquer projeto de revisão constitucional no processo desencadeado pelo Chega e inviabilizar as propostas deste partido, a líder dos liberais afirmou que “o PSD, ao pôr-se completamente de parte desta discussão, está no fundo a empatar, mais uma vez, em mais um tema” relevante para o país.
Mariana Leitão disse compreender que o Chega, partido que que abriu as portas a este processo, “não é consequente” e “tem propostas bastante descabidas”, mas acrescentou que “isso não invalida que os outros partidos façam o seu trabalho”, levando projetos para uma “discussão construtiva para resolver algumas das questões da Constituição”.
A presidente da IL disse ter a expectativa de que as propostas dos liberais possam ser aprovadas e considerou prematuro que os partidos estejam já a assumir posições definitivas sobre a revisão constitucional, numa altura em que decorre ainda o prazo de 30 dias para apresentação de projetos, e apenas o Chega apresentou propostas.
“Vamos fazer o nosso trabalho com um objetivo: que haja uma discussão séria sobre propostas credíveis e que possam ajudar a trazer a Constituição para o século XXI e adaptá-la naquilo que ela precisa de ser adaptada, e que se consiga, com essa discussão, aprovar algumas propostas, mesmo que os partidos, entretanto, estejam a dizer que vão chumbar tudo”, frisou.
Leitão insistiu ainda nas críticas ao PSD, acusando o partido liderado por Luís Montenegro de “dar sempre uns passos atrás” na hora de de fazer alterações importantes no país e e afirmando que não podem dizer que apoiam um executivo reformista se “na prática não é isso que está a acontecer”.
“Isto também não está condicionado pelos prazos que o PSD decide impor, não é assim que funciona. Há um conjunto de regras, as regras pressupõem que um qualquer deputado ou grupo parlamentar possa iniciar um processo de revisão constitucional, e os outros partidos têm 30 dias para apresentar os seus projetos”, sublinhou.
Para a líder da IL, “é um contrassenso” que o PSD, que “já disse estar disponível para fazer uma revisão constitucional em algumas matérias”, procure agora adiar essa discussão.
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