“A nossa resistência irá certamente intensificar-se, fortalecida pela experiência adquirida”, afirmou o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, numa entrevista exclusiva à agência France-Presse (AFP), em Teerão.
“Desta vez, não nos limitaremos a ripostar; a nossa abordagem será ofensiva, e a América lamentará a sua ação e ficará mais humilhada do que nunca”, avisou Mohebi.
As declarações surgem depois de a Guarda Revolucionária ter ameaçado, na segunda-feira, atacar “novos alvos” com “novas armas” caso o Irão seja novamente alvo de uma ofensiva dos Estados Unidos.
“Em caso de novo ataque, haverá mudanças significativas na nossa defesa e contraofensiva”, avisou a organização, num comunicado em que antecipou uma “alteração na geografia da guerra” e uma mudança no armamento utilizado.
“Utilizaremos novas armas com novas capacidades no campo de batalha, e o mundo ficará surpreendido”, acrescentou o porta-voz.
No sábado, o comando militar central conjunto iraniano tinha afirmado dispor de informações segundo as quais Washington decidira lançar novas operações contra o Irão, com a aprovação de alguns países da região.
Na entrevista à AFP, Mohebi anunciou igualmente que Teerão endureceu as condições para pôr fim ao conflito iniciado em fevereiro, após os ataques israelo-americanos contra o território iraniano.
“Tínhamos acordado estas condições com os Estados Unidos, mas eles romperam o acordo”, afirmou Mohebi, referindo-se a um roteiro assinado pelos dois países em 17 de junho, que não impediu o recomeço das hostilidades.
“Portanto, endurecemos as nossas condições em consequência disso”, acrescentou o porta-voz, garantindo que “os Estados Unidos não têm outra escolha senão aceitar” as exigências iranianas.
Mohebi acrescentou ainda que a Guarda Revolucionária rejeitou tentativas de contacto direto por parte dos Estados Unidos, sublinhando que as negociações diplomáticas são da responsabilidade dos representantes do Governo iraniano.
“Os norte-americanos tentaram entrar em contacto connosco, mas recusámos qualquer contacto”, esclareceu o porta-voz.
“Os nossos contactos com o inimigo, enquanto este for hostil, ocorrem apenas através das armas”, concluiu Mohebi.
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