“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições”, declarou.
O Governo do Presidente brasileiro, Lula da Silva, anunciou hoje uma atualização de 15% no Bolsa Família, principal programa social de transferência de rendimento para os mais pobres.
“Faltando 17 dias para a eleição, ele acha que vai ganhar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode. Mas é um desespero, porque ele sabe que já perdeu porque o próximo presidente da República é Flávio Bolsonaro”, completou.
Desde que o Bolsa Família foi relançado em 2023, o principal programa de transferência de renda do Governo aos mais pobres não sofreu reajustes.
Segundo o Governo brasileiro, a medida tem o objetivo de recompor as perdas inflacionárias conforme previsto em lei e, por causa disso, não viola a legislação eleitoral do país.
Contudo, fontes do círculo de Flávio Bolsonaro, citadas pela imprensa brasileira, adiantaram que a campanha do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro não irá acionar a Justiça Eleitoral para evitar desgaste com o eleitor.
Lula da Silva, por sua vez, disse que o programa “é para garantir comida na mesa, dignidade e oportunidade para as famílias seguirem em frente”.
“É nosso dever preservar o poder de compra de quem mais precisa. E estamos fazendo isso com responsabilidade: a atualização cabe no Orçamento, sem aumentar o limite total de despesas do Governo”, escreveu numa rede social.
O reajuste, que entra em vigor já em outubro, deve beneficiar mais de 19 milhões de famílias, segundo a equipa económica de Lula.
O impacto da atualização nos cofres públicos será de 5,8 mil milhões de reais (cerca de 975,49 milhões de euros) neste ano, e de 22,7 mil milhões de reais (3,81 mil milhões de euros) em 2027.
Segundo os principais institutos de sondagens de intenção de voto do país, Lula e Flávio Bolsonaro seguem tecnicamente empatados na segunda volta, mas desta vez com um cenário diferente: o filho do ex-presidente aparece numericamente à frente do petista.
No dia 04 de outubro, os brasileiros votam para escolher o Presidente, governadores, senadores e deputados. Caso nenhum candidato consiga alcançar pelo menos 50% dos votos, os eleitores serão chamados novamente às urnas para uma segunda volta agendada para 25 de outubro.

Eleições. Lula e Bolsonaro estão ‘taco a taco’ e 2.ª volta é quase certa
Brasileiros elegem, no dia 4 de outubro, o próximo presidente da república. Sondagens nunca estiveram tão renhidas e ganha cada vez mais força o cenário de uma segunda volta.
Notícias ao Minuto | 09:42 – 15/09/2026



