“Shahram Sadeghi, condenado à morte por ter conduzido uma ação operacional a favor do regime sionista e dos Estados Unidos, foi executado esta manhã”, indicou a agência Mizan, órgão do poder judicial.
Segundo a Mizan, este homem tinha atropelado, a 08 de janeiro, vários polícias em Karaj, a oeste de Teerão, ferindo sete agentes.
As execuções têm-se multiplicado no Irão desde o início da guerra desencadeada a 28 de fevereiro numa ofensiva conjunta dos Estados Unidos da América e Israel contra o país, e grande parte das pessoas executadas foram condenadas pela sua participação nas manifestações.
No final de dezembro, um movimento de protesto inicialmente lançado contra o custo de vida elevado transformou-se rapidamente em vastas manifestações antigovernamentais, que culminaram nos dias 08 e 09 de janeiro.
O governo reconheceu mais de 3.000 mortos, atribuindo a violência a “atos terroristas” orquestrados pelos Estados Unidos e por Israel.
Organizações não Governamentais (ONG), sediadas fora do Irão, referiram, por seu lado, uma repressão que causou milhares de mortos.
Em 2025, as autoridades iranianas terão executado pelo menos 1.639 pessoas, o número mais elevado desde 1989, segundo indicaram recentemente as ONG Iran Human Rights e Ensemble Contre la Peine de Mort (ECPM), sediadas no estrangeiro.
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