O Comando Sul dos EUA (Southcom) adiantou em comunicado o envio de duas aeronaves C-17 da Força Aérea com equipamento de busca e salvamento urbano de Los Angeles e Fairfax, Virgínia.
Uma terceira aeronave está a transportar mantimentos logísticos para Caracas.
Além disso, as aeronaves MV-22 Osprey do Corpo de Fuzileiros Navais estão a enviar uma equipa de avaliação de aeródromos para apoiar as operações nas áreas afetadas, acrescentou a agência militar sediada em Miami.
O envio inclui também os navios USS Fort Lauderdale e USS Billings em águas próximas da Venezuela para prestar apoio e assistência, enquanto três helicópteros CH-47 Chinook do Exército dos EUA, juntamente com elementos da Joint Task Force-Bravo (Força-Tarefa Conjunta Bravo, em português), vão partir das Honduras para transportar pessoal e mantimentos.
O Southcom acrescentou que a sua componente da Força Espacial está a fornecer imagens de satélite das áreas devastadas para apoiar o planeamento da resposta humanitária e a identificação das zonas mais afectadas.
A agência indicou que a operação continua em coordenação com o Departamento de Estado, o Governo venezuelano e outros parceiros internacionais, e que são esperados novos anúncios sobre possíveis desenvolvimentos adicionais, dependendo da evolução da emergência.
A operação faz parte do apoio da administração liderada pelo Presidente Donald Trump aos esforços de ajuda humanitária na Venezuela após os sismos, uma operação solicitada pelo governo venezuelano e coordenada pelo Departamento de Estado.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 929 mortos e 3.360 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Entre os mortos, há pelo menos 28 portugueses e luso-descendentes, e outros 85 estão desaparecidos.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
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