O encontro deverá igualmente abordar o apoio europeu à Ucrânia durante o inverno, os esforços para reabrir o estreito de Ormuz e o aprofundamento das relações entre o Reino Unido e a União Europeia (UE), segundo um comunicado de Downing Street.
Burnham visitou Kiev na semana passada, a primeira viagem ao estrangeiro desde que assumiu funções, onde os dois dirigentes participaram numa reunião da chamada “Coligação da Boa Vontade”, composta maioritariamente por países europeus.
O novo chefe de Governo britânico comprometeu-se a manter o apoio à Ucrânia dado pelos antecessores, nomeadamente Keir Starmer, que uniu esforços com Macron nesta frente.
Andy Burnham deverá também aproveitar o encontro com o chefe de Estado francês para defender uma maior cooperação com a UE no sentido de impulsionar o crescimento económico no Reino Unido.
Nos últimos dias, o líder trabalhista reconheceu que a estagnação económica da última década é, em parte, resultado do ‘Brexit’ e defendeu uma “relação mais próxima” para resolver problemas enfrentados pelos agricultores e indústria siderúrgica britânica no acesso ao mercado europeu.
Uma segunda cimeira entre o Reino Unido e a UE, prevista para julho, mas adiada devido à demissão de Keir Starmer, deverá realizar-se ainda este ano.
Um domínio no qual a colaboração entre Londres e Paris produziu frutos foi a imigração ilegal através do Canal da Mancha, a via marítima que separa os dois países.
O Reino Unido registou este verão o número mais baixo de chegadas de requerentes de asilo em pequenas embarcações desde 2020, algo que atribui à cooperação entre as autoridades policiais.
“O progresso que vimos este verão mostra o que pode ser alcançado quando o Reino Unido e a França trabalham em conjunto”, afirmou Andy Burnham, citado num comunicado.
O primeiro-ministro britânico vincou que “a crise das pequenas embarcações é um desafio europeu comum e nenhum país pode resolvê-lo sozinho”.
Apesar do progresso, o Governo britânico quer manter a pressão sobre os grupos traficantes que organizam as travessias, pelo que os meios franceses vão ser reforçados.
Nas próximas semanas, uma equipa composta por 45 agentes será destacada para as praias do oeste de França, visando travar a saída de barcos a partir de novas zonas e responder ao recurso crescente aos chamadados “mega barcos insufláveis”.
Outra unidade especializada francesa de informações e investigação judicial vai também aumentar de 18 para 30 agentes, para identificar, desmantelar e levar a tribunal membros de redes de tráfico de migrantes.
Foi ainda criada no norte de França uma nova unidade especializada, com 75 agentes, dedicada ao combate às travessias em pequenas embarcações.
A medida surge depois do destacamento, no início do verão, de uma unidade especializada de ordem pública, composta por 50 agentes treinados para responder a grupos hostis e a comportamentos violentos.
Com este reforço, o número total de agentes envolvidos na operação conjunta entre os dois países aproxima-se dos 1.050.
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