A medida, anunciada pelo Ministério da Defesa, entra em vigor à meia-noite, hora local (23:00 GMT).
Por enquanto, a decisão não se aplica “aos voos comerciais dos Emirados provenientes ou com destino ao aeroporto internacional de Argel, que serão mantidos até ao final de 2026”, segundo a mesma fonte.
Os Emirados Árabes Unidos, por seu lado, disseram, também hoje, esperar que a decisão de Argel de romper as relações diplomáticas com a federação seja “temporária”.
“Em reação à decisão da República Argelina Democrática e Popular de romper as relações (…), os Emirados esperam que esta decisão seja temporária”, escreveu o ministério dos Negócios Estrangeiros na rede social X.
A Argélia decidiu romper as relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos, anunciou hoje a televisão pública argelina, após vários anos de tensão, durante os quais Argel acusou regularmente Abu Dhabi de interferência nos seus assuntos.
A Argélia tomou esta decisão “depois de ter esgotado todos os meios suscetíveis de preservar as relações bilaterais”, indicou a televisão.
As autoridades da Argélia não se pronunciaram, por enquanto, sobre as causas da decisão, embora os meios de comunicação argelinos tenham sido críticos em relação a Abu Dhabi, que em 2020 decidiu estabelecer relações diplomáticas com Israel, passo posteriormente dado por Marrocos, pelo seu papel na região.
O Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, acusa regularmente os EAU de levarem a cabo uma ação desestabilizadora em vários países da região.
“Onde quer que ponham os pés, corre sangue”, afirmou recentemente numa entrevista televisiva, qualificando os EUA de “Estado minúsculo” com um “impacto muito negativo”.
“Tudo o que a Argélia deseja é que este Estado se afaste, para que não corra sangue no nosso país”, acrescentou, precisando que Argel só não rompeu as relações diplomáticas há mais tempo “porque não queria agravar as divisões entre os países árabes”.
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