“A estabilidade fiscal é obrigatória. Se as coisas estiverem desajustadas, quem paga a conta é o povo pobre”, disse Lula, durante um jantar com cerca de 700 convidados, incluindo vários dirigentes de grandes empresas de todos os setores, realizado num hotel de São Paulo, a nove dias do escrutínio.
O défice fiscal é um dos principais desafios económicos do Brasil e atingiu 9,34% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho, com uma dívida pública que equivale a 82% do PIB anual.
No seu discurso, Lula criticou ainda o principal adversário, Flávio Bolsonaro, sugerindo que, se chegar ao poder, “entregará todas as riquezas” minerais do país aos Estados Unidos, ao mesmo tempo que criticou o Presidente norte-americano, Donald Trump.
“Trump aposta que vai ser dono da América Latina (…) Enquanto eu for presidente, quem manda aqui é o povo brasileiro”, afirmou Lula.
Sem referir o nome do rival nas urnas, disse que Flávio Bolsonaro representa a “barbárie”, enquanto ele próprio defende a democracia, a institucionalidade e políticas para fomentar a indústria e o desenvolvimento do país.
Lula garantiu ainda que vai tentar promover uma reforma política, para reduzir o controlo do parlamento sobre o orçamento público, e uma reforma do sistema judicial, depois do escândalo de corrupção que afeta o Supremo Tribunal.
Os ministros e as autoridades que antecederam Lula nos discursos destacaram que, com a continuidade da gestão do mandatário, o Brasil oferece segurança jurídica, estabilidade económica e abertura aos mercados internacionais.
O ministro das Finanças, Dario Durigan, afirmou que, no quarto mandato de Lula, a redução das taxas de juro, atualmente nos 13,75% e que representam um entrave ao consumo e ao investimento, será tratada como “política de Estado”.
Para isso, Durigan prometeu zelar pelas contas públicas, adotando boas práticas fiscais e, ao mesmo tempo, mantendo medidas sociais para promover a “justiça social”.
Lula está tecnicamente empatado nas sondagens de intenção de voto com Flávio Bolsonaro, o principal candidato da oposição e filho do ex-Presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), para as eleições de 04 de outubro.
Leia Também: Lula anuncia plano de compra de dívida da população a 10 dias das eleições



