“As ações judiciais visaram 76 suspeitos, dos quais 45 foram colocados em detenção”, especificou o ministro da Justiça turco, Akin Gurlek, nas redes sociais.
Acrescentou também que “os ativos de todos os proprietários de fundos e dos suspeitos que ocupavam funções de direção foram apreendidos e os dos seus familiares em primeiro grau congelados”.
Entre os interpelados está, segundo os meios turcos, Erkan Kilimci, antigo governador adjunto do banco central.
Em causa está a atividade de 131 fundos detidos por sete sociedades, cujos ativos totais ascendem a 826 mil milhões de libras turcas (15 milhões de euros), pelas estimativas dos meios locais.
Quando foram colocados em liquidação pela autoridade dos mercados turca (SPK), em 17 de setembro, esta indicou que as sociedades geriam fundos provenientes de mais de 450 mil investidores particulares.
Os problemas começaram quando a SPK publicou, em 28 de agosto, diretivas que ordenavam aos fundos que não colocassem o conjunto dos seus ativos em uma única ação, devendo, pelo contrário, diversificar as colocações.
Para seguirem as novas regras, os fundos começaram a vender ações, o que também levou à saída de investidores. Alguns fundos declararam que eram incapazes de liquidar os seus ativos rapidamente.
O inquérito visa em particular chefes do crime organizado, fraude contra o Estado e violação da lei sobre os mercados financeiros, bem como a evasão fiscal.
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