As sondagens à boca das urnas da emissora pública ARD indicam que a União Democrata-Cristã (CDU), de centro-direita, liderada por Metz, obteve apenas 5% em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental — o resultado mais baixo de sempre desde a Segunda Guerra Mundial para o partido em qualquer estado.
O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) aparece como o mais votado em Meclemburgo-Pomerânia Ocidental e em Berlim também sobe na votação.
Em Berlim, a CDU surge em segundo lugar com 20%, atrás do partido A Esquerda com 24,5%, segundo a sondagem da ARD.
Merz reconheceu que o resultado da CDU foi “um desastre”, mas rejeitou qualquer recuo na agenda de reformas do governo e ainda deixar o cargo.
O chanceler defendeu que os problemas económicos e políticos da Alemanha tornam as reformas potencialmente impopulares, são mais urgentes e comprometeu-se a avançar com “determinação, firmeza e paciência”.
“Naturalmente, tudo isto coloca-nos a todos numa situação difícil, mas assumimos esta responsabilidade. Eu assumo esta responsabilidade, porque quero fazer avançar o nosso país”, afirmou, insistindo na necessidade de avançar com reformas.
Merz disse estar convencido de que as suas propostas terão sucesso e serão “o remédio contra o veneno autoritário que, com o fascínio pelo autoritarismo, penetra cada vez mais profundamente na nossa sociedade”, concluiu.
“Estas reformas devem ser adotadas. Assumo esta responsabilidade porque quero fazer o nosso país avançar”, declarou, momentos depois do anúncio das primeiras sondagens relativamente a Meclemburgo-Pomerânia Ocidental pela televisão pública, citado pela agência noticiosa AFP.
Na Alemanha, reconheceu, “a confiança nas instituições está a diminuir” e afirmou que a mesma “está a ser ativamente minada por partidos radicais tanto de esquerda como de direita”.
E a resposta ao descontentamento dos cidadãos, disse, não pode ser voltar aos “bons velhos tempos”.
“Mas também não pode ser falar continuamente de tudo o que é bom como se fosse mau. A resposta tem de ser preparar o nosso país para o futuro”, acrescentou.
Friederich Merz é, segundo as sondagens, o chanceler mais impopular desde a fundação da República Federal da Alemanha, com apenas 10% de apoio.
[Notícia atualizada às 19h12]
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