Segundo a empresa de monitorização marítima Kpler, nos últimos sete dias, apenas cinco navios carregados com mercadorias sauditas saíram do Mar Vermelho atravessando Bab el-Mandeb, menos de um terço do tráfego semanal habitual registado desde janeiro.
O tráfego situa-se em níveis muito baixos desde a semana de 24 de julho, quando foram registados 11 barcos.
Os houthis, que enfrentam o governo iemenita apoiado por Riade, tinham na altura anunciado um bloqueio à frota saudita, ameaçando com ataques os navios.
No início de setembro, lançaram uma ofensiva relâmpago e agora controlam toda a costa iemenita no Mar Vermelho, reforçando assim a sua influência sobre o estratégico estreito.
Bab el-Mandeb, que significa “a porta das lamentações” separa o Iémen, na Península Arábica, da região do Corno de África e permite ligar a Europa à Ásia via o canal de Suez.
Para além dos navios sauditas, os fluxos de petróleo também caíram. Apenas cerca de 3,4 milhões de barris transitaram diariamente por esta rota desde 11 de setembro, contra uma média de 4,4 milhões no período a partir de 01 de janeiro.
Os Houthis afirmam que não há qualquer ameaça à navegação no corredor marítimo, exceto para os navios da Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto.
No entanto, qualquer ataque levaria os armadores estrangeiros a agir com prudência.
Segundo os dados da Kpler, o tráfego total de navios de transporte de matérias-primas pelo estreito tem estado abaixo do normal nos últimos sete dias, sem, no entanto, se interromper.
Cerca de 24 navios passaram diariamente, num sentido ou noutro, comparando com uma média de 31 passagens desde o início do ano.
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