A Marinha iraniana indicou que a embarcação em causa é o navio-tanque ‘Trend’, que foi “intercetado e detido após se ter incendiado” quando tentatava atravessar “ilegalmente” Ormuz.
Nas redes sociais, a força afirmou que a embarcação tentou o atravessamento “sob instigação e engano do Exército norte-americano” e ameaçou com a “destruição” qualquer navio que tente atravessar “ilegalmente” a referida passagem.
Pouco antes, o centro de Operações Marítimas Comerciais do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) tinha dado conta de um “incidente de segurança” nas águas do estreito, 16 milhas náuticas (cerca de 30 quilómetros) a nordeste de Khasab, em Omã.
O organismo, ligado à Marinha britânica, emitiu um alerta de “ataque”, que não fez vítimas entre a tripulação nem causou “impacto ambiental”.
“As autoridades estão a investigar. Recomenda-se aos navios que transitem com cautela e informem o UKMTO sobre qualquer atividade suspeita”, acrescentou.
Desde o início da guerra no Irão, com ataques lançados em conjunto pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro, a Organização Marítima Internacional (OMI) já contabilizou 80 ataques à navegação internacional no estreito de Ormuz e arredores, resultando na morte de pelo menos 22 marinheiros e em muitos feridos, avançou o responsável.
Além disso, os ataques no Mar Vermelho foram retomados, tendo sido confirmadas quatro mortes no mais recente ataque dos Huthis a um navio mercante, a 11 de agosto.
Leia Também: ONU aprova participação da Palestina na Assembleia por vídeoconferência



