Um juiz federal negou, esta quarta-feira, que os irmãos Andrew e Tristan Tate saíssem em liberdade sob fiança, um pedido feito pela dupla – e que a justiça norte-americana já deveria ter decidido há duas semanas. Em agosto, o juiz responsável decidiu adiar a decisão, mas sabe-se agora que os dois vão continuar no estabelecimento prisional de Miami, na Florida.
Note-se que os irmãos queriam ser extraditados para o Reino Unido, onde também têm nacionalidade.
Os irmãos estão detidos desde 18 de julho, e são procurados pela justiça britânica, que os acusa de quase 60 crimes de violação, tráfico humano, exploração sexual e pornografia.
O advogado dos irmãos, Joe McBride, tem vindo ainda a dizer que as acusações são motivadas politicamente e que são uma tentativa contra a liberdade de expressão.
Em 2016, a dupla mudou-se para a Roménia, onde também são acusados pela justiça, incluindo em relação a crimes de tráfico de menores, branqueamento de capitais e por manter relações sexuais com uma menor.
Já no final de agosto, advogados ouvidos por meios de comunicação social diziam que era difícil que os irmãos Tate conseguissem sair sob fiança, dado que havia um “receio generalizado de que podiam fugir se lhe fosse garantida fiança”.
Na mesma altura, os representantes legais dos irmãos falaram sobre a dupla, dizendo que os seus clientes não eram tão ricos quanto aparentavam. “Andrew e Tristan são personalidades das redes sociais. O modelo de negócios deles depende da atenção online”, sublinharam os advogados, dando conta de que “quanto mais exageradas e extravagantes forem as publicações, maior é a probabilidade de haver gostos, visualizações e interação, o que, por sua vez, gera dinheiro. Eles são uma representação”.
As declarações surgiram porque os advogados defendiam que as imagens dos irmãos Tate em carros luxuosos e iates não devem ser tidas em conta como prova do sue património: “Um vídeo promocional filmado a bordo de um iate não constitui prova de propriedade da embarcação. O ‘superiate’ não pertence aos Tate; eles receberam pagamentos para promovê-lo nas redes sociais.”
E os advogados acrescentaram depois: “Além disso, os Tate estão envolvidos em vários negócios que ‘ensinam’ homens a ganhar dinheiro. É do interesse deles apresentarem-se nas redes sociais como extremamente ricos.”
Ainda quanto aos supercarros usados e colocados nas redes sociais, os advogados explicaram que dos Aston Martin de dois milhões de dólares até aos Bugattis de sete milhões… “são alugados”.

Advogados dizem que irmãos Tate não são assim tão ricos. Fiança? Difícil
Andrew e Tristan Tate vão, esta quinta-feira, tentar sair do estabelecimento prisional onde estão sob fiança, mas especialistas dizem que é muito difícil. Para além disso, advogados dos irmãos dizem que estes alugaram carros para parecerem “extremamente ricos”.
Notícias ao Minuto | 17:31 – 27/08/2026



