O alvo do ataque foi Farah Ahmed Abdel Majid Hamed, membro do Conselho Militar das Brigadas Ezzedin al-Qassam na Cisjordânia, segundo um comunicado divulgado pela agência de notícias palestiniana Sanad.
Conhecido por Abu Hamed, integrava o braço armado do Hamas em Silwad, município a noroeste da cidade de Ramallah, e tinha chegado à Faixa de Gaza no âmbito de uma troca de prisioneiros com Israel em 2011, depois de ter passado oito anos numa prisão do país.
Foi detido em 2003, depois de ter realizado vários ataques na Cisjordânia três anos antes, durante a Segunda Intifada, que resultaram na morte de seis israelitas (alguns deles militares) e em vários feridos.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave, que causou mais de 73 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.
O conflito na Faixa de Gaza foi suspenso por um frágil cessar-fogo desde outubro do ano passado, apesar de os dois lados se acusarem mutuamente de sucessivas violações da trégua e não terem chegado a acordo sobre as etapas seguintes do processo de paz.
A proposta do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza foi aceite pelo Hamas, mas recusada pelo primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, enquanto não ficar concluído o processo de desarmamento das milícias palestinianas e a desmilitarização do território.
Desde o início do atual cessar-fogo, as autoridades da Faixa de Gaza contabilizam mais de 1.300 palestinianos mortos em ataques israelitas.
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