Estes votos de pesar foram subscritos pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco.
Sobre Albino de Azevedo Soares, que faleceu aos 75 anos, refere-se que desempenhou as funções de secretário-geral da Assembleia da República ao longo de mais de uma década, entre fevereiro de 2014 e setembro de 2024.
“Serviu a democracia e o Parlamento com invulgar dedicação e competência”, salienta José Pedro Aguiar-Branco no voto que propôs.
No voto de pesar relativo a Eugénio Fonseca, que faleceu em 12 de agosto, aos 69 anos, realça-se que foi uma figura de referência do voluntariado e da solidariedade social em Portugal.
“Nascido em Setúbal em 1957, licenciou-se em ciências religiosas pela Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Presidiu à Cáritas Diocesana de Setúbal entre 1987 e 2016, e, entre 1999 e 2020, à Cáritas Portuguesa. Conhecedor próximo dos flagelos da pobreza e da exclusão social, procurou imprimir à estrutura nacional da Cáritas uma cultura de proximidade e descentralização, marcada pelo humanismo cristão e pelo respeito pela integralidade da pessoa”, destaca-se neste voto.
Já em relação a Luís Represas, que morreu em 22 de julho, aos 69 anos, lê-se no voto que “irrompeu cedo no panorama da música nacional, como cantor, instrumentista e compositor”.
“Participou, em 1976, na fundação dos Trovante, grupo de referência que, no estertor da revolução, trouxe ao espaço público sonoridades e instrumentos tradicionais portugueses, e temas históricos e identitários, tratados de forma moderna e livre”, assinala-se.
O presidente da Assembleia da República subscreveu ainda um voto de pesar pela morte de José Carvalho Guerra, no passado dia 06 de agosto, aos 93 anos.
“Nascido em Braga em 1932, licenciou-se em Farmácia pela Universidade do Porto e doutorou-se em Bioquímica na mesma instituição. Foi professor catedrático e, entre 1985 e 1991, vice-reitor da Universidade do Porto. Destacou-se ainda como o principal impulsionador da expansão da Universidade Católica Portuguesa para o Porto. Sob a sua liderança, fundaram-se a Faculdade de Direito, a Escola das Artes e a Escola Superior de Biotecnologia, unidades de referência, com grande importância para a consolidação de um ensino superior de abrangência nacional”, refere-se no voto.
Na Comissão Permanente de hoje foram igualmente aprovados por unanimidade votos de pesar apresentados pelo Chega, pela morte da deputada, eurodeputada e antiga ministra britânica Ann Widdecombe, vítima de “brutal homicídio em 08 de julho”, e do JPP pelo falecimento de Juan Martins.
Juan Martins foi escritor, poeta, dramaturgo, ensaísta e crítico literário lusodescendente. Segundo o JPP, a sua vida e obra “constituíram uma relevante expressão da ligação cultural entre Portugal e a Venezuela”.
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