Em conferência de imprensa em Bruxelas, a porta-voz da Comissão Europeia com a pasta dos Negócios Estrangeiros, Anitta Hipper, considerou que a decisão do Supremo Tribunal da Rússia é mais um testemunho das ações de Moscovo “contra as liberdades fundamentais”.
“Isto demonstra, essencialmente, que a Rússia está com medo, porque sente verdadeiramente a necessidade de eliminar qualquer voz dissidente”, considerou.
Para a porta-voz, “ao silenciar a oposição, o Kremlin está também a eliminar qualquer voz interna que tenha criticado a sua guerra de agressão injustificada contra a Ucrânia”.
“Gostaria de dizer que isto é uma surpresa, mas não é”, afirmou.
Esta segunda-feira, o Supremo Tribunal da Rússia proibiu o Yabloko, único partido antiguerra, de participar nas eleições legislativas de setembro no país.
Horas antes do veredicto, o líder do partido, Nikolai Rybakov, depôs perante o Supremo Tribunal, em Moscovo, e disse que os líderes do regime presidido por Vladimir Putin, no poder desde 2000, “compreendem que as pessoas querem votar pela paz”.
“E têm medo. Por isso é que nos querem excluir das eleições”, afirmou, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
Entre outras questões, o Yabloko exige a cessação imediata dos combates e o início célere de negociações de paz com a Ucrânia, além da libertação dos mais de 1.750 presos políticos.
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