Numa entrevista publicada pelo portal de notícias Punchbowl, especializado no acompanhamento da informação legislativa, Donald Trump anunciou que colocará à disposição dos senadores do Partido Republicano a sua máquina financeira para tentar salvar a face em novembro, sob o risco de se tornar o último Presidente republicano do país.
As sondagens apontam como bastante provável que os republicanos percam, no mínimo, a Câmara dos Representantes (câmara baixa), e que os democratas possam dar luta no Senado – por mais improvável que pareça neste momento -, uma vez que precisam de um ganho líquido de quatro lugares.
O líder de 80 anos mostrou-se convencido de que a ausência do seu nome nos boletins de voto para as eleições intercalares irá, com toda a certeza, gerar uma onda de apatia no eleitor republicano médio.
“Se eu não participar nestas próximas eleições, será que estas pessoas vão votar? Porque muitos estão muito zangados com os republicanos, para ser sincero. Com os republicanos, não comigo”, defendeu Trump.
As críticas de Trump ao seu próprio partido estão na ordem do dia.
Nos últimos dias, por exemplo, Trump criticou o facto de os seus próprios congressistas e senadores estarem a boicotar algumas das suas iniciativas, como a lei de reforma eleitoral ou a confirmação no cargo do procurador-geral interino, Todd Blanche.
Por enquanto, as senadoras republicanas Lisa Murkowski e Susan Collins manifestaram que não têm intenção de apoiar a confirmação de Blanche, antigo advogado de Trump, a quem consideram o rosto da politização do Departamento de Justiça.
“Se o Senado não acordar, posso acabar por ser o último Presidente republicano”, advertiu Trump.
“Se os democratas conseguirem impor a sua vontade, posso acabar por ser”, acrescentou.
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