Os dois homens teriam fornecido à Mossad coordenadas e fotografias de instalações militares e de segurança sensíveis antes e durante a guerra entre dos Estados Unidos e Israel contra Teerão.
Os homens, Omid Behzad e Pouria Safwat, tiveram as suas sentenças confirmadas pelo Supremo Tribunal iraniano e ambos foram enforcados, segundo a agência de notícias iraniana Mizan.
Segundo a Mizan, os dois eram colaboradores e agentes dos serviços de informações israelitas no terreno e desempenharam um papel fundamental na transmissão de informações.
A organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Hengaw questionou estas acusações e criticou o facto de o julgamento e as execuções terem sido realizados à porta fechada.
A Hengaw defendeu que as constantes interrupções na internet tornaram improvável que os homens pudessem ter realizado as tarefas de que foram acusados.
“Antes do anúncio das execuções, não tinha sido divulgada qualquer informação sobre as detenções ou as sentenças de morte”, afirmou a ONG, questionando a veracidade das “confissões” dos dois homens, divulgadas pelos meios de comunicação iranianos, que teriam sido obtidas através de tortura.
“As confissões televisionadas foram obtidas sob tortura e forte pressão enquanto estavam em regime de solitária. Não foi publicada qualquer informação sobre a prisão onde estavam detidos, o local das execuções ou se os corpos foram devolvidos às famílias”, alertou a ONG num comunicado.
A organização denunciou as autoridades iranianas por utilizarem a pena de morte para intimidar e reprimir a sociedade e os movimentos de oposição. Há apenas uma semana, dois homens foram executados, acusados de assassinar dois polícias durante protestos antigovernamentais em janeiro.
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