“Apesar de no curto prazo parecer que é mais caro, a médio prazo dá uma estabilidade ao orçamento familiar muitíssimo maior”, justificou o presidente executivo, João Pedro Oliveira e Costa, durante a apresentação de resultados do BPI, hoje em Lisboa.
Na modalidade de taxas mistas, em que há um período de taxa fixa seguido de taxas indexadas à Euribor (3, 6 ou 12 meses), normalmente a taxa fixa só dura dois ou três anos e “não sabemos muito bem o que é que é o futuro”, alertou o gestor.
Para o líder do BPI, “não é um sinal saudável” ver que há uma maior aposta nas taxas variáveis ou mistas neste momento.
As contratações com estas duas modalidades estão a crescer mais do que as celebrações de contratos com taxas fixas, disse.
“Tenho pena que a taxa fixa passe de 15% da contratação para 6%. Aumenta precisamente a taxa variável e a taxa mista, onde normalmente os bancos são mais competitivos a oferecer taxas ‘promocionais'”, descreveu.
De acordo com dados do relatório das contas semestrais, hoje comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BPI registou um lucro de 239 milhões de euros de janeiro a junho, menos 13% do que no mesmo período do ano passado, tendo a atividade em Portugal contribuído para 221 milhões de euros.
O crédito total concedido nestes seis meses aumentou 2.700 milhões de euros, crescendo 8%.
Já o crédito à habitação aumentou 11% em relação aos primeiros seis meses de 2025, passando para 18.000 milhões de euros.
A quota de mercado do BPI na carteira de crédito habitação foi de 13,1% em maio, refere a instituição no relatório.
No segundo trimestre (abril a junho), a contratação de novo crédito à habitação foi de 1.000 milhões de euros, “o que corresponde a um crescimento homólogo de 2% e a uma quota de mercado na produção de 13.2%” segundo dados de maio, lê-se ainda no documento.
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