Em conferência de imprensa com o homólogo libanês, Joseph Aoun, que se encontra de visita a Ancara, Recep Tayyip Erdogan afirmou que o seu país “deseja participar em todas as iniciativas que forem tomadas para apoiar a segurança na região e garantir a soberania do Líbano”.
O líder turco considerou que o fim do mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) “será um desenvolvimento importante” e comprometeu-se igualmente a manter o apoio ao exército libanês.
A Turquia está também pronta para contribuir “para a reconstrução do sul do Líbano, que foi severamente afetado pelos ataques israelitas”, acrescentou, a propósito do conflito que se intensificou nos últimos meses entre Israel e o grupo xiita Hezbollah.
Após pressão dos Estados Unidos, o Conselho de Segurança da ONU decidiu, em agosto do ano passado, fixar dezembro de 2026 como a data para o fim do mandato da FINUL, que se mantém no sul do Líbano desde 1978.
No final de junho, o Presidente libanês saudou os esforços da França e da Itália para formar uma coligação multinacional destinada a substituir a força de paz das Nações Unidas.
A FINUL conta atualmente com 7.500 militares de cerca de 50 países, que estão posicionados no sul do Líbano, ao longo da “Linha Azul”, que se estende por 120 quilómetros e marca a fronteira de facto com Israel.
O Líbano foi arrastado pelo Hezbollah para a nova guerra na região ao reatar, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita, como retaliação da ofensiva israelo-americana contra o seu aliado iraniano.
Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do Líbano desde o conflito anterior.
As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra na Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e interrompido com o início do conflito, em 28 de fevereiro, entre Estados Unidos, Israel e Irão.
Israel avisou repetidamente que não abandonará o sul do Líbano até que as milícias do Hezbollah sejam desarmadas e deixem de constituir uma ameaça.
Representantes libaneses e israelitas alcançaram um acordo este mês, com mediação dos Estados Unidos, para a criação de “zonas-piloto” no sul do Líbano, que prevê a retirada das tropas de Israel e o posicionamento de forças regulares de Beirute.
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