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“Os ataques perpetrados pelos colonos israelitas e o estabelecimento de colonatos e postos avançados estão a atingir atingem níveis sem precedentes”, alertou a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, em comunicado.
Face ao cenário, defendeu, “os Estados terceiros devem agir com urgência e em conjunto para pôr fim aos assassinatos e expulsões do povo palestiniano e para pôr fim à ocupação israelita”.
O alerta das Nações Unidas foi divulgado poucas horas depois de o exército israelita ter realizado mais uma série de operações noturnas contra as cidades de Burin, Madama e Tell, na província de Nablus, sul da Cisjordânia, detendo 12 palestinianos.
A situação na Cisjordânia agravou-se significativamente depois de quatro palestinianos e dois israelitas terem sido mortos numa série de confrontos com colonos na semana passada em Nablus, um incidente que levou Telavive a ordenar o aumento do contingente militar e a tomada de quatro campos de refugiados palestinianos.
“Desde a passada quinta-feira, oito palestinianos, incluindo uma criança, e dois membros do exército israelita foram mortos na Cisjordânia ocupada”, explicou hoje Ravina Shamdasani.
“Colonos e forças de segurança israelitas, agindo muitas vezes em conjunto, atacaram comunidades locais, agredindo famílias, destruindo e confiscando propriedades e incendiando mesquitas”, acusou.
Admitindo que a ONU está alarmada com os últimos anúncios do Governo israelita de que vai aumentar o número de colonatos e postos avançados, a porta-voz sublinhou que “as restrições à liberdade de circulação foram intensificadas, impedindo os palestinianos de aceder a serviços essenciais”.
Shamdasani reiterou a urgência de outros Estados se unirem para ajudar e criticou os vários apelos feitos pelos dirigentes israelitas por vingança e “castigo coletivo contra as comunidades palestinianas””, acompanhados de ameaças de transformar a Cisjordânia numa nova Gaza.
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