“Registámos 1.396 mortes de civis e 7.978 feridos”, o que “representa um aumento de 37% em relação ao mesmo período do ano passado e quase o dobro do nível observado em 2024”, afirmou Danielle Bell, representante da missão de monitoração dos direitos humanos da ONU na Ucrânia.
Mais de quatro anos após o início da ofensiva russa em grande escala contra a Ucrânia, os ataques dos dois lados na frente de combate estão a intensificar-se e a provocar um número cada vez maior de vítimas civis.
Na Rússia, “durante o primeiro semestre deste ano registámos, com base em informações de fontes abertas na Federação Russa que consideramos fidedignas, 250 mortes de civis e 1.596 feridos. Isto equivale a um aumento de 121%” em comparação com o mesmo período do ano passado, acrescentou representante da missão de monitoração da ONU na Ucrânia.
As baixas civis em ambos os países “devido aos ataques realizados por drones de curto alcance também aumentaram 65%”, acrescentou Bell.
“Os civis e as infraestruturas civis são fortemente protegidos pelo direito internacional humanitário e qualquer ataque deliberado contra estes constitui um crime de guerra”, afirmou o porta-voz do ACNUDH, Thameen Al-Kheetan.
A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
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