A medida foi aprovada na segunda e na terceira leituras por 58 votos a favor e 54 contra e vai vigorar até 30 de novembro de 2026.
A lei estabelece que podem beneficiar desta suspensão os estudantes que dediquem pelo menos 45 horas semanais ao estudo religioso, ou 40 horas no caso de um ‘kolel’ (instituição de estudos avançados da Torá, geralmente destinada a homens casados).
A aprovação da lei ocorre num contexto de forte disputa política em torno da obrigação de os judeus ultraortodoxos cumprirem o serviço militar.
A questão tem gerado tensões no seio da coligação do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, sobretudo desde que o Supremo Tribunal determinou, em 2024, o início do recrutamento deste grupo, terminada a isenção legal de que beneficiava.
Em comunicado divulgado pelo parlamento (Knesset), o Ministério da Defesa israelita deverá agora elaborar uma lista das ‘yeshivas’ que cumprem os requisitos e fiscalizar a manutenção das condições previstas na lei.
As instituições que registem ausências repetidas de estudantes podem ser retiradas desse registo.
O presidente da Comissão dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Knesset, Boaz Bismuth, defendeu a lei, afirmando que as detenções não favoreceram o recrutamento e podem produzir o efeito contrário.

Judeus ultraortodoxos protestam contra serviço militar obrigatório
Milhares de judeus ultraortodoxos voltaram hoje a bloquear autoestradas no centro de Israel, em protesto contra o serviço militar obrigatório e a prisão de objetores de consciência.
Lusa | 22:32 – 11/06/2026



