O paradeiro de Luis María Olalde, um antigo membro da ETA procurado por Espanha, era desconhecido. Tudo mudou quando o homem foi resgatado dos escombros dos sismos que assolaram a Venezuela: ‘Txistu’, como era conhecido, foi salvo e a sua identidade revelada.
‘Txistu’, que estaria naquele país há décadas, é suspeito de ter participado num ataque que tirou a vida a Guardas Civis, em 1979, no País Basco. Conta o El País que Olalde chegou à Venezuela – assim como outros membros da ETA – na década de 80 após um suposto acordo verbal entre o governo espanhol liderado por Felipe González e o venezuelano, encabeçado por Carlos Andrés Pérez.
Em 2003, prossegue a publicação, a justiça espanhola pediu a Caracas que extraditasse ‘Txistu’ e outros cinco etarras, com Luis María Olalde a ter-se então apresentado ao Ministério Público e, posteriormente, ao Supremo Venezuelano. Este último decidiu pela “liberdade plena”, justificando a decisão com falhas no processo.
Após ter sido resgatado dos sismos, explica o 20 minutos, a associação Dignidad y Justicia interpôs uma ação para a extradição. A queixa foi aceite pelo juiz Santiago Pedraz como denúncia popular a 7 de julho e, hoje, um juiz da Audiência Nacional decidiu manter ativo o mandado contra Olalde, rejeitando o argumento da defesa que aponta que os eventuais crimes já prescreveram.
O juiz Francisco de Jorge indicou, cita a Europa Press, que “embora se estimasse que o prazo prescricional expiraria em 16 de maio de 2023 – em razão do decurso de vinte anos desde a última decisão do Supremo da Venezuela, datada de 16 de maio de 2003 -, a verdade é que tal decisão não se tornou definitiva, uma vez que, por despacho de 9 de junho de 2003, foi proposto ao governo a extradição do acusado”.
Deste modo, o mandado de prisão internacional sobre ‘Txistu’ mantém-se.
A mulher de Olalde, Alazne Solabarrieta Lecea, morreu nos sismos na Venezuela.
‼️Luis María Olalde Quintela, conocido como “Txistu”, fue rescatado con vida de entre los escombros tras el devastador terremoto en Venezuela. Su pareja, Alazne Solabarrieta Lecea, falleció en el derrumbe.
Olalde perteneció al comando Urola de ETA desde 1978. Está reclamado… pic.twitter.com/2MeyYeLZQb
— Cristian Crespo F. 🇨🇺 (@cristiancrespoj) June 28, 2026
De acordo com o relatório oficial divulgado na rede social Telegram pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o número de mortos no abalo é agora de 4.561, mantendo-se o número de feridos em 16.740. Destes, 114 mortos são cidadãos portugueses e lusodescendentes, havendo ainda 54 desaparecidos, segundo dados do Ministério dos Negócios Estrangeiros português divulgados no domingo.
Leia Também: Redes sociais de Nicolás Maduro agradecem ajuda à Venezuela após sismo



