José Manuel Pureza falava à agência Lusa sobre as conclusões da Mesa Nacional do BE que hoje se reuniu em Lisboa e afirmou que este órgão máximo entre congressos registou o “significado político da derrota do pacote laboral do Governo”, que se ficou “a dever à grande mobilização unitária de gente de muitos quadrantes”.
“Nós temos de sublinhar a importância desta vitória porque ela muda o sentido da política. Acho que esse é o grande desafio que está lançado a partidos como o Bloco, aprender com o que foi feito que permitiu que o resultado fosse este”, defendeu.
Para o líder do BE, aquilo que permitiu este desfecho no parlamento foi o “repúdio do sectarismo”, “falar com toda a gente” e centrar a mensagem política “naquilo que é essencial” que são “os direitos de quem tem menos”.
Outro dos temas no qual se focou esta reunião da Mesa Nacional do BE foi, segundo Pureza, o custo de vida que “continua a ser o fator principal de ataque à democracia”.
“O Bloco tem vindo a colocar o combate a esta desigualdade profunda que resulta da crise do custo de vida no centro da sua política e temos a ambição de ir mais além nessa importância que damos a essa luta absolutamente essencial”, disse.
Na perspetiva do coordenador do BE, “as pessoas não compreendem que os partidos políticos se distraiam disto que é essencial”.
“Temos avançado com propostas concretas e vamos, no próximo futuro, aprofundá-las e clarificá-las. Elas têm a ver naturalmente com a taxação dos lucros extraordinários”, insistiu.
Para Pureza, esta taxação é uma “exigência de justiça” que é preciso concretizar.
“Por outro lado, várias formas de controlo dos preços dos bens essenciais, desde os combustíveis até os bens de primeira necessidade em termos alimentardes, e o controlo das rendas de casa”, acrescentou.
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