O ataque ocorreu numa zona remota do distrito de Ziarat, na província do Baluchistão, contra um posto de controlo que fazia a segurança no estaleiro da barragem de Mangi, de acordo com as autoridades locais.
Os atacantes também raptaram oito polícias, mas todos foram posteriormente resgatados pelas forças de segurança paquistanesas, disse Shahid Rind, porta-voz do Governo do Baluchistão.
O porta-voz afirmou que, posteriormente, uma operação realizada pelas forças de segurança resultou na morte de 15 dos atacantes.
Rind afirmou que as ações contra os militantes vão continuar e as autoridades prometeram que irão responder a quaisquer ataques deste tipo contra as forças de segurança paquistanesas.
Até ao momento, nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, embora as suspeitas recaiam sobre o grupo Exército de Libertação do Baluchistão (BLA), uma organização considerada ilegal.
O BLA reivindicou a responsabilidade por um ataque suicida no fim de semana contra um posto de segurança na cidade costeira de Jiwani, embora o governo paquistanês não tenha confirmado esta versão.
As autoridades reconheceram, no entanto, que homens armados atacaram civis nos arredores da cidade de Quetta durante o fim de semana.
Desde então, os habitantes locais têm realizado um protesto perto de Quetta, exigindo mais segurança e proteção contra futuros ataques.
O ministro do Interior paquistanês, Mohsin Naqvi, atribuiu o mais recente ataque a militantes apoiados pela Índia, entretanto, não apresentou provas para sustentar a alegação.
A Índia tem negado repetidamente as acusações do Paquistão de que apoia separatistas no Baluchistão ou rebeldes talibãs paquistaneses.
Os talibãs paquistaneses, conhecidos como Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), também mantêm uma forte presença no Baluchistão e têm realizado ataques na região.
O Baluchistão, a maior província do Paquistão, mas a menos populosa, tem sido palco de ações de grupos separatistas, assim como de ataques dos talibãs paquistaneses.
O Exército de Libertação do Baluchistão, que os Estados Unidos designaram como organização terrorista estrangeira em 2019, foi responsável por inúmeros ataques contra as forças de segurança e civis em toda a província nos últimos anos.
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