O ataque ocorreu em Mulima, na província de Kivu do Sul, e destruiu praticamente a cidade, segundo o administrador do território de Fizi, Samy Badibanga.
“Há inúmeras vítimas entre mulheres, homens e crianças, além de perdas de gado. As infraestruturas sanitárias e escolares foram destruídas, e vários estudantes viram as suas escolas arrasadas nas aldeias de Mulima, Kangouli e arredores”, disse Samy Badibanga, em declarações à rádio das Nações Unidas no país, a Rádio Okapi.
Os 18 mortos são deslocados internos que fugiram dos confrontos anteriores entre o M23 e o exército congolês e os seus aliados, as milícias Wazalendo.
Num contexto de conflito na República Democrática do Congo, estes ataques provocaram deslocações em massa de pessoas em direção aos centros de Baraka, Kananda, Mukera, Kichoula e Lumania, sem proteção adequada.
Desde quinta-feira que Fizi, na província do Kivu do Sul, tem sido palco de intensos combates entre o exército congolês e o M23, sendo esta situação considerada mais um exemplo da absoluta ineficácia dos processos internacionais de paz, como o promovido pelos Estados Unidos, para pôr fim a anos de combates que deixaram um número ainda incontável de mortos e deslocados.
Nem o M23 nem o seu braço político, a Aliança do Rio Congo, pronunciaram-se, até ao momento, sobre este ataque.
Por sua vez, dedicaram as suas últimas publicações nas redes sociais a denunciar que o exército congolês e os seus aliados continuaram, sem qualquer obstáculo, a sua campanha de “extermínio” contra os Banyamulenge, os tutsis congoleses cujos direitos o M23 afirma defender.
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