Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, André Ventura pediu ao Governo que “faça chegar toda a ajuda possível, porque neste momento tudo o que o Governo puder fazer é pouco”.
“E também que o Governo português use a sua, digamos assim, especial ligação à Venezuela, para junto da União Europeia sensibilizar os vários parceiros europeus para esta ajuda europeia à Venezuela, que se for em bloco e coordenada, será muito mais eficaz e será muito mais volumosa”, defendeu.
O líder do Chega adiantou também que o partido vai lançar no sábado uma campanha de angariação de apoios.
“Pedir às pessoas que se juntem a nós nessa distribuição de fundos e canalização de fundos para as comunidades afetadas na Venezuela, sobretudo os luso-descendentes, e vamos pedir a todos os nossos militantes, apoiantes, votantes, seguidores, que no que puderem ajudar, façam chegar essa ajuda”, indicou.
Subiu para 15 o número de mortos portugueses e lusodescendentes na sequência dos sismos que atingiram a Venezuela, anunciou hoje, em Beja, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa.
O secretário de Estado falava aos jornalistas, na base aérea de Beja, antes da partida – prevista entre entre as 19:30 e as 20:00 – de dois aviões KC-390 da Força Aérea Portuguesa que transportam um total de 64 pessoas.
Seguem ainda a bordo cerca de 23 toneladas de ajuda humanitária, destinada a apoiar as operações de socorro e assistência às populações afetadas, referiu o governante.
Os dois grandes sismos que foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causaram pelo menos 589 mortos e 2.980 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

ONU aponta para mais de 50.000 desaparecidos após sismos na Venezuela
O coordenador das operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, estimou hoje que mais de 50 mil pessoas estarão desaparecidas na sequência dos dois sismos que devastaram a Venezuela, advertindo que o número de mortos deverá “aumentar consideravelmente”.
Lusa | 18:27 – 26/06/2026



