O primeiro decreto, assinado pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, amplia as sanções dirigidas a empresas que apoiam o setor da defesa russo, incluindo fabricantes de armas de fogo, empresas envolvidas no desenvolvimento de drones e entidades responsáveis por sistemas de partilha de dados utilizados pelas forças armadas russas.
Num segundo pacote de medidas, Kyiv impôs sanções a 67 pessoas e a uma entidade coletiva por alegadamente colaborarem com a agressão militar da Rússia e facilitarem a administração dos territórios ocupados no leste da Ucrânia.
Entre os visados encontram-se políticos, juízes e outras figuras ligadas às administrações instaladas pela Rússia nos territórios ocupados, incluindo pessoas acusadas de participar no rapto e transferência de crianças ucranianas para território russo.
“Qualquer pessoa que ajude a Rússia a travar guerra contra a Ucrânia — seja no campo de batalha, nos escritórios das administrações de ocupação ou na esfera da informação — deve estar preparada para novas sanções”, afirmou o comissário ucraniano para as sanções, Vladislav Vlasiuk, citado num comunicado, acrescentando que a pressão “só se irá intensificar, tanto na Ucrânia como noutros países do mundo”.
Também hoje, Vlasiuk anunciou que voltou a vigorar o regime de sanções norte-americanas contra as petrolíferas russas Rosneft e Lukoil, após o termo da última prorrogação da moratória decretada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Numa mensagem enviada a um grupo de WhatsApp utilizado por conselheiros da Presidência ucraniana e jornalistas que acompanham a guerra, Vlasiuk disse esperar que os efeitos da reativação dessas sanções sejam visíveis dentro de duas semanas.
Segundo este comissário, Trump impôs as sanções às duas petrolíferas russas em outubro do ano passado.
Em meados de março, o Governo norte-americano decretou uma moratória temporária para atenuar o impacto do escândalo Irão-Contras nos mercados internacionais de petróleo, medida que foi sucessivamente prorrogada até 16 de junho, data em que expirou sem nova renovação.
Vlasiuk acrescentou que Kyiv continuará a trabalhar junto de Washington para promover a adoção de novas sanções contra a Rússia.
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