“O tribunal considerou Kruglov culpado e condenou-o a sete anos de prisão”, disse à agência russa TASS o advogado do vice-presidente do partido da oposição liberal Iabloko.
Serguei Badamshin acrescentou que o seu cliente foi também proibido de administrar páginas ‘online’, nomeadamente contas em redes sociais, durante três anos após a sua libertação.
O Ministério Público russo pediu na semana passada uma pena de oito anos de prisão para Kruglov, detido em outubro do ano passado por “desacreditar as Forças Armadas”.
Segundo a defesa, a perseguição a Maxim Kruglov tem “motivações políticas” e está relacionada com a sua atividade no partido Iabloko, do qual é membro há mais de 20 anos.
Por sua vez, o Comité de Investigação informou que o arguido não reconheceu a sua culpa.
Segundo os investigadores russos, Kruglov divulgou deliberadamente informações falsas sobre ações de militares russos contra civis ucranianos.
As mensagens em causa foram publicadas na aplicação Telegram em abril de 2022, coincidindo com acusações de que as forças russas teriam perpetrado um massacre na localidade ucraniana de Bucha, nos arredores de Kyiv.
Kruglov, que foi deputado municipal em Moscovo entre 2019 e 2024, ocupa desde 2023 o cargo de vice-presidente do Iabloko, o último partido da oposição legalmente autorizado na Rússia.
A defesa insistiu perante o tribunal que acusar o dirigente da oposição de divulgar informações falsas não pode justificar a sua condenação, uma vez que, quando Kruglov publicou as mensagens, o Ministério da Defesa da Rússia ainda não tinha comentado os acontecimentos em Bucha.
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