O presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, assegurou hoje que o homólogo e aliado russo, Vladimir Putin, descartou o envolvimento da Bielorrússia na guerra contra a Ucrânia, como alegaram Kiev e outras diplomacias da Europa ocidental.
© VYACHESLAV PROKOFYEV/POOL/AFP via Getty Images
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“Posso dizer, literalmente, o que Putin me disse: ‘Entendemos que o envolvimento da Bielorrússia na guerra é inaceitável. Causaria mais danos do que benefícios'”, declarou em entrevista à Al Arabiya, publicada no site da presidência.
Lukashenko, a que Kiev acusou de ter cedido o seu território à Rússia em fevereiro de 2022 para facilitar a invasão da Ucrânia, considerou a hipótese “inadmissível”, entre outros motivos porque “a Bielorrússia é muito vulnerável militarmente se a Ucrânia começar a atacá-la como faz com a Rússia”.
“Os soldados ucranianos têm a Bielorrússia na palma da mão. Sabemos que nossas infraestruturas vitais, logísticas e de produção seriam alvejadas. Como já foi relatado, eles identificaram 500 alvos em território bielorrusso”, continuou.
O líder bielorrusso lembrou os laços estreitos entre os dois povos vizinhos e ex-repúblicas soviéticas, frisando que a Ucrânia “não tem absolutamente nada” a temer por parte dos bielorrussos. “Já estamos no quinto ano de guerra e ninguém alcançou os seus objetivos”, afirmou Lukashenko, acrescentando que ambos os lados sofrem com uma escassez crónica de mão de obra.
O presidente da Bielorrússia defendeu o fim da guerra o mais rápido possível e acusou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de estar na origem dos rumores de envolvimento no conflito.
O presidente francês, Emmanuel Macron, telefonou para Lukashenko no final de maio, alertando-o contra o envolvimento de seu país nas hostilidades entre Rússia e Ucrânia.
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