No final de uma reunião com o ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias, disse aos jornalistas que este encontro foi inconclusivo e manteve a posição dos socialistas de que a proposta, “tal como está e tal como foi apresentada no parlamento, merece o voto contra”.
“O PS entende que o Governo tem os instrumentos regimentais e pode tomar as decisões que sejam necessárias para que o processo possa ter também o acordo com o Partido Socialista. A carta que enviámos tem um ‘roadmap’ de um percurso, e esse percurso não é impossível, mas compete ao Governo tomar decisões”, defendeu.
De acordo com Eurico Brilhante Dias, o PS “manifestou mais uma vez disponibilidade em poder chegar a um acordo”, que tem que ser “num quadro que vá para além desta autorização legislativa” porque esta forma limita “a capacidade do Grupo Parlamentar do PS em propor alterações à política que é apresentada”.
“O PS afirmou a sua posição e, depois da reunião de hoje, não podemos dizer que se tenha avançado muito no sentido de um acordo, mas antes de haver um acordo há uma metodologia e um percurso que é preciso percorrer. Está nas mãos do Governo construir esse percurso”, remeteu.
Para o líder parlamentar do PS — que esteve na reunião com o Governo acompanhado pelos deputados Mariana Vieira da Silva e Miguel Cabrita — não se pode dizer que se tenha começado uma negociação.
“Há posições assumidas e amanhã [sexta-feira] temos um debate. É a posição em que estamos”, disse apenas, referindo que não há novas reuniões marcadas e que o próximo encontro “será no plenário” de sexta-feira.
O Chega, que se reuniu antes com o Governo, considera que “há caminho para andar” para um acordo com o Governo visando a viabilização da proposta do executivo sobre a PSU, afirmou à agência Lusa fonte oficial deste partido.
No fim da reunião, o presidente do Grupo Parlamentar do Chega não prestou declarações aos jornalistas, mas fonte deste partido classificou a reunião como “positiva”, já que “permitiu concluir que há caminho para andar em termos de diálogo, tendo em vista um acordo”.
O ministro Carlos Abreu Amorim não falou aos jornalistas depois desta ronda de encontros, que já tinha sido feito com a IL na terça-feira.
Leia Também: PS avisa que votará contra alteração para criar PSU tal como está



